|
Destaques
Escola é o Bicho forma novas turmas de educadores humanitários no DF
A Sociedade Mundial de Proteção Animal (World Society for the Protection of Animals – WSPA) e a Escola da Natureza, parceiras no Programa Escola é o Bicho, formaram, no início de dezembro, duas novas turmas de educadores humanitários. Os profissionais atuam em escolas da rede pública e particular de ensino e em comunidades voltadas à projetos socioambientais. A parceria entre as instituições foi firmada em outubro de 2007, por meio do programa da Secretaria de Educação do Distrito Federal, “Parceiros da Escola”.
O encerramento do curso foi marcado por depoimentos emocionados dos participantes. Para o professor Hodney Silva, do Centro de Ensino Fundamental 2 do Guará, o curso foi o início de um novo tempo. “Passei a enxergar verdadeiramente a todos – humanos e não humanos – com o cuidado que a vida merece. Este curso mudou a minha vida”, afirmou.
O Escola é o Bicho atua em duas frentes – a formação de educadores humanitários para o bem-estar animal, com a realização de um curso de 90 horas, e a criação de Grupos de Bem-Estar Animal (GBEAs) nas escolas e comunidades. Uma vez formados, os grupos passam a atuar em campanhas semestrais.
Leda Bevilacqua, Diretora da Escola da Natureza, explica que a unidade de ensino atua em três linhas – formação dos educadores ambientais e humanitários, mobilização e articulação de instituições, e atores sociais em torno de um ideário voltado à construção de sujeitos ecológicos e à sustentabilidade ambiental. “Nosso foco sempre foi a educação ambiental. A parceria com a WSPA nos trouxe um outro olhar. Hoje conjugamos saberes e fazeres, tendo em conta a dimensão da educação humanitária. Este é um exercício fundamental para mudar as relações entre humanos e não humanos”, revela.
De acordo com a Gerente de Desenvolvimento da WSPA, Elizabeth MacGregor, a missão do Programa é sensibilizar a comunidade escolar e os cidadãos para formar uma cultura socioambiental, por meio da qual sejam desenvolvidos os valores humanitários, para promoção do respeito a todas as formas de vida. “Estamos somando esforços para que os educadores multipliquem, nas unidades de ensino, valores como compaixão, cuidado, empatia, e responsabilidade”. Segundo ela, as estratégias propostas favorecem a compreensão de como a qualidade de vida dos animais está diretamente ligada à qualidade de vida dos humanos.
No início de dezembro, a WSPA recebeu certificado, assinado pelo Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e pelo Secretário de Educação, José Luis Valente. O documento atesta a parceria com a Secretaria e ressalta a contribuição da ONG para a melhoria da qualidade do ensino da escola pública do Distrito Federal.
Resultados
O Programa completou um ano em outubro e já mostra resultados. É o que indica a primeira campanha desenvolvida com os GBEAs e o desempenho dos professores que vestiram a camisa do Escola é o Bicho. "A idéia era utilizar os recursos da arte-educação e educomunicação, tal como aprendemos no curso, para expressar nosso desejo de que o circo seja palco da verdadeira arte, sem animais”, revela a professora Rosimeyre Gontijo, do GBEA Lobo Guará ao referir-se à campanha "Circo legal não tem animal".
Esta escola figurou entre as unidades de ensino eleitas por uma comissão da Secretaria de Educação como exemplo de experiências que têm contribuído para diminuir a violência nas escolas. “Estamos tendo êxito no processo de sensibilização, por meio dos temas relativos ao respeito aos animais. É um assunto que os alunos gostam, ficam motivados e assim percebemos a interação deles no processo. Há mais respeito para com os colegas, a família e a comunidade desde que começamos este trabalho. Mas, é uma construção diária”, conclui.
A campanha foi encerrada em grande estilo – na lona do Circo Mágico Moscou, com exposição dos trabalhos e apresentação do espetáculo “Circo sem animal é mais legal” para cerca de dois mil alunos e seus professores. A vinda do circo à Brasília foi possível graças ao Projeto GAP Brasil e o Great Ape Project Internacional que, unidos a um grupo de entidades que lutam pelo fim do uso de animais em circos, entre elas a WSPA, patrocinaram o evento.
Os espetáculos do projeto “Circo sem animal é mais legal” têm como objetivo a educação humanitária e ambiental, demonstrando para as crianças e para o público em geral que não é necessário explorar animais para haver diversão. Espetáculo é ver o talento do artista humano.
|