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Editorial
Mais um ano Legislativo inaugurado. A agenda para 2008 se abre repleta de desafios – alguns deles herdados de legislaturas anteriores – a exemplo do Projeto de lei que trata da proibição de animais em circos. O PL que teve parecer apresentado em dezembro pelo deputado Antônio Carlos Biffi (PT-MS) renova a esperança e a disposição do movimento de proteção animal no Brasil. Cabe agora à Comissão de Educação e Cultura votar a matéria e tirar de cartaz o roteiro de sofrimento dos “atores” circenses desviados de seu comportamento e hatitats naturais. Será um bom exemplo para nossas crianças e para o mundo.
Em 27 de março, a Câmara Federal será palco para o evento Fórum Nacional do Circo, com participação de profissionais da área e convidados. O Ministro da Cultura, Gilberto Gil, e o escritor Ariano Suassuna estão entre os nomes escalados para o debate. Representantes das instituições de proteção animal também marcarão presença e será mais uma oportunidade para deixar registrado que a afirmativa “circo legal não tem animal” não denota oposição ao espetáculo circense. Ao contrário, valoriza a arte do circo e seus artistas - que terão mais espaço para exercerem o seu trabalho, tão logo as lonas deixem de abrigar aqueles que nada têm para oferecer fora do seu ambiente natural – os animais. Afinal, aqueles que ainda resistem aos traumáticos treinamentos, nos bastidores das lonas, só têm para exibir o seu olhar sofrido e o comportamento alterado. E isso não cai bem para uma sociedade que se pretenda ética e cumpridora dos preceitos legais
Há inúmeros outros exemplos de temas para os quais a sociedade demanda o compromisso dos parlamentares e que precisam ser encarados nesta nova Legislatura. No cenário da proteção animal estão as proposições voltadas ao controle populacional, guarda responsável de animais, entre outros. Mas, outras tantas iniciativas precisam ser encampadas. É o caso do transporte por longas distâncias de animais para o abate, tema da campanha “Trate com Cuidado”, lançada por uma coalizão de organizações internacionais, da qual a Sociedade Mundial de Proteção Animal (World Society for the Protection of Animals – WSPA) faz parte. A iniciativa pretende convencer os governos e pessoas envolvidas a alterar as práticas e a introduzir nova legislação de proteção ou melhoria do bem-estar animal, pondo fim a um tipo de transporte cruel e desnecessário, e que causa prejuízos econômicos aos países que os praticam. Imagens, números e estudos registram, de forma contundente, que este tranporte prejudica todos – os animais e a economia dos humanos. Por isso, e por ser, sobretudo, uma demanda ética, este tem que ser mais um dos desafios da agenda política brasileira para este ano.
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